sexta-feira, 18 de julho de 2008

A PIRÂMIDE E O MOSAICO

Em outras artes marciais o currículo de técnicas, exercícios e manobras é estruturado como uma pirâmide construída a partir de um base no solo.

Para atingir o degrau B você precisa primeiro subir até o A, e para conhecer o nível C você precisará antes passar pelo A e B, assim como precisará superar o A, o B e o C para chegar até o D, indo sucessivamente de um degrau a outro rumo ao topo.

Esta é a forma tradicional de se ensinar uma habilidade.

Mas prefiro não oferecer nenhum currículo padronizado. Mais do que uma pirâmide, meu processo de treinamento é similar à construção de um mosaico para montar uma paisagem panorâmica.
As peças podem ser adicionadas em qualquer ordem, começando pelas bordas da imagem, ou então pelo centro, ou por alguma outra área qualquer, de forma livre.
No início, não se visualizará a imagem, mas a medida que as peças vão se encaixando, uma parte da figura começará a se revelar.
Continuando a adicionar mais peças, a imagem vai se ampliando e se tornará mais nítida e definida, até que eventualmente você terá uma visão completa antes mesmo de concluir todo o mosaico. A partir deste ponto, a imagem só irá ganhar mais detalhes e nitidez enquanto continuar adicionando as peças que restarem.
Nesta última etapa bastará completar os espaços isolados com peças menores e mais complexas.

E assim que aqueles vazios são preenchidos, a imagem se torna uma tela contínua e não fragmentada - e no final nem se parecerá com um mosaico. Para isso empregamos uma didática circular (rotativa) no Programa Técnico Oficial do Método Imoto, intercalando as técnicas dos 5 módulos entre si em uma mesma aula.

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