sexta-feira, 27 de março de 2009

IMOBILIDADE DINÂMICA





A Imobilidade Dinâmica praticada com uma atitude marcial é a técnica de imantar o corpo e ampliar o campo eletromagnético ao seu redor e internamente através de uma “suspensão supervisionada do movimento”.

Seu objetivo é treinar partes do movimento até podermos compreender sua mecânica e as linhas de força que fluem através dele. Imagine uma cena de vídeo na qual um quadro seja congelado para melhor apreciar a execução de uma ação. Praticar os movimentos em câmera lenta com o máximo de foco e poder tem a mesma função.
Durante a prática em ritmo frenético e acelerado é impossível entender e absorver a essência do movimento. Com um treinamento estático exterior, mas dinâmico e livre no interior, aliado a um trabalho subjetivo de visualizações, o lutador checa a integridade da sua postura enquanto permanece imóvel.

Basicamente nas artes marciais ocorrem somente 2 posturas de base durante as lutas: a do Cubo, com espaço retangular entre os pés paralelos, aberta ou fechada, peso nos 3 pontos de uma linha horizontal na cintura; e a do Tetraedro Piramidal, com base triangular, um pé à frente, com peso ora na perna dianteira ora atrás.
As variações de abertura dos pés, posicionamento dos braços e rotação do tronco, flexionando ou esticando os joelhos serve para sofisticar as posturas e criar estruturas tonificadas (Tensegridade) durante a transição dinâmica dos movimentos. Por isso, na prática do exercício do Contato Livre, evite permanecer na mesma posição e esteja sempre transitando da postura do Cubo para a do Tetraedro e vice-versa, alternando ambos os lados do quadril para a direita e a esquerda, movendo o tronco para cima e para baixo bem como obliquamente nas diagonais, desviando a cabeça seguida pela corpo para os oito pontos cardeais, regulando assim o sentido de equilíbrio do ouvido interno.

Um dos exercícios de imobilidade dinâmica voltado para o combate é a Postura de Prontidão (perfeitamente enquadrada na figura humana sobreposta a de um tetraedro equilátero).
O praticante deixa um pé à frente da linha do outro — na largura dos ombros e sem cruzar a linha central vertical. O pé de trás fica aberto aproximadamente 60 graus, fazendo uma “cunha”. 70% do peso na perna dianteira, quadril alinhado, tronco ereto, nuca reta e cabeça firme, braços e mãos como se segurassem uma esfera estendidos na altura das orelhas com os dedos abertos e expandidos. Ombros soltos, cotovelos e joelhos semi-flexionados, língua tocando o palato, olhar um pouco acima da linha do horizonte.
Com a prática constante, em menos de três meses já sentirá prazer e vigor na postura.
O valor profilático destes exercícios de imobilidade é tão grande que eles são usados com sucesso em muitos hospitais da Ásia para recondicionamento de pacientes e prevenção de doenças.
O estado de relaxamento alcançado neste exercício estático não é somente um requerimento de preservação da saúde, mas também do combate. Naturalmente o relaxamento não é suficiente sozinho, é somente um dos pólos do processo.
Enquanto estiver na “Prontidão” visualize e sinta vários movimentos e imagens com o pensamento, empurrando, levantando, puxando, abaixando, abrindo, girando... mas sem se mover um milímetro sequer, assim poderá aplicar consciência a cada gesto e direcionar sua energia potencial para todos os lados.
Primeiro começamos com a manipulação de um objeto imaginário leve, algo como um balão de papel sustentado nos braços, e com o tempo passamos para outros mais pesados e tangíveis como madeira, pedra e metal.
Treine em uma postura grande e aberta para aumentar a força nas pernas e a precisão dos golpes, ou em uma postura curta e alta para aumentar o equilíbrio e a velocidade.

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