segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CAMINHAR, LUTAR, SOBREVIVER


O MÉTODO IMOTO tem uma meta: sobreviver nas circunstâncias mais extremas.

No passado as guerras deram origem a milhares de tradições guerreiras, contudo defender-se não se limita a lutar exclusivamente contra outros homens. As forças da natureza e os obstáculos no terreno continuam sendo ameaças muito perigosas ainda hoje em dia.


Em uma batalha, torcer um tornozelo pode custar a vida do soldado. Este risco se estende aos locais que sofreram terremotos, enchentes, avalanches, explosões, etc. E no escuro, um simples buraco ou objeto pontiagudo como um prego ou caco de vidro se tornam verdadeiras armadilhas que aumentam as chances de lesões culminando em uma desvantagem fatal.

Logo, um dos atos básicos de sobrevivência é a capacidade de se mover, seja para fugir, atacar e se esquivar, seja para migrar. Neste aspecto o ato de andar é a pedra angular da prática marcial.

No modo de caminhar moderno, o movimento vertical da parte superior do corpo acaba criando um desequilíbrio nas laterais que compromete a estrutura do corpo. Some a isso o peso distribuído por igual entre os dois pés e será inevitável um dispêndio maior de energia muscular para se locomover e preservar o equilíbrio.
O hábito de usar sapatos e trilhar superfícies artificialmente planas é uma proteção ilusória, haja visto os acidentes rotineiros nas calçadas e ruas esburacadas, nos degraus escorregadios e nos desníveis eventuais do solo. 

No MÉTODO IMOTO usamos o corpo de um jeito racional que leva em consideração as leis da física na biomecânica e nos obstáculos inerentes ao terreno e à demanda diferenciada  - e dinâmica - do combate.

E um dos segredos para se conquistar uma boa postura e favorecer seus passos é a consciência do peso em apenas uma das pernas afim de criar um eixo e aproveitar as forças de torque e absorção nas extremidades dos membros e do tronco bem como nas oscilações das articulações, entre outras vantagens táticas. Isso exige treinamento funcional específico e testes de linhas de menor resistência para averiguar a estabilidade e o poder dos golpes.

UMA DICA: assista este vídeo e confira a eficiência da marcha "samurai" para cobrir longas distâncias. Faça um teste quando estiver nas ruas, compare e irá concluir que caminhar é uma verdadeira arte que, como todas as demais habilidades humanas, exige método. 



Outra capacidade defensiva igualmente importante é saber amortecer uma queda, cair e rolar com o mínimo de impacto sem fraturas e luxações. Este será o tema de uma próxima postagem. Para mais informações sobre o nosso curso de prevenção de lesões e acidentes decorrentes de quedas (sigla PLAQ), clique aqui.

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