terça-feira, 24 de abril de 2012

O ELO PERDIDO DA ARTE MARCIAL


Com o MÉTODO IMOTO é possível explicar a teoria e a prática por trás das proezas marciais dos grandes lutadores do passado. E sem confusões com rótulos esotéricos orientais (kichipranayin-yang...) e pseudo-científicos ocidentais (bioenergias, auras, quântica...).

A solução do mistério da força descomunal dos artistas marciais mais famosos e respeitados do mundo sempre esteve diante dos olhos de todos, incluindo eminentes cientistas e pesquisadores. E é muito simples apesar de não ser tão óbvio: o corpo tem uma continuidade interna material, física, real, palpável e dissecável que liga e reveste todos os seus músculos, tendões, ossos, nervos, tecidos e órgãos. São verdadeiros meridianos compostos de uma malha miofascial nunca mapeados em mais de 500 anos de estudo anatômico!

Alguns leitores podem não estar familiarizados com esses "Trilhos Anatômicos Miofasciais". Eis um breve resumo de apresentação.

Todos os nossos músculos têm sido analisados como se fossem unidades separadas dentro do corpo. Essa ideia - de que existem unidades isoladas como os bíceps, psoas, olatíssimo do dorso - é tão incisiva, que é difícil pensar de outra forma.

Mas este paradigma da medicina moderna teve um fim graças aos esforços dos herdeiros dos trabalhos de Ida Rolf (Método Rolfing), Moshe Feldenkrais (Método Feldenkrais) e Buckminster Fuller (Tensegrity).


O que eles descobriram é que todo o tecido muscular está incorporado em uma rede fascial única, onipresente da matriz extracelular (ECM). As fibras da ECM, especialmente na miofáscia onde as forças de tração são regulares e fortes, estão dispostas ao longo do mesmo feixe, como as fibras musculares. O músculo pode acabar no ponto de fixação, mas a fáscia continua ao longo de seu caminho através da ECM, ligando-se a outros músculos em cadeias - um pouco como uma corrente de "salsichas ligadas umas às outras". O conceito dos Trilhos Anatômicos mapeia estes conjuntos de elos dentro do corpo - seguindo o tecido muscular e a sua miofáscia para ver o que se liga com o quê. Especialmente no hábito postural e/ou sequelas de longo prazo de uma lesão, a tensão se comunica ao longo destas linhas longitudinais de um músculo para outro através de uma cadeia cinética. Esta visão levou a novas estratégias para a resolução de problemas a longo prazo, trabalhando no padrão de tensão, a alguma distância do local da lesão ou dor. E também facilitou a descoberta de um potencial interior do corpo humano há muito ignorado.

Podemos transmitir energia cinética para outros corpos e receber sua carga, canalizando através das fibras elásticas e extremamente sensíveis a estímulos neurais de tecido miofascial, toda pulsação, ondulação e vibração que absorvemos do meio, principalmente aproveitando a Força de Reação do Solo que atua diretamente em nosso centro gravitacional de massa e equilíbrio.

Essa ainda pouco explorada habilidade psicomotora para ser aplicada no combate exige treinamento especializado de posturas, movimentos e mentalizações pouco praticados nas artes marciais e inusitadamente subestimados pela maioria dos lutadores por diversos motivos que agora não serão citados.

Enfim, mediante um profundo conhecimento da capacidade natural interna do corpo de emitir e dissipar energia cinética (para simplificar, aproveitei o nome antigo japonês dado a este poder invisível de sinergia: AIKI), é possível que até uma garota seja capaz de derrotar um oponente mais forte.

Graças à Série Fundamental e outros exercícios de condicionamento marcial complementares praticados sozinhos e em duplas do MÉTODO IMOTO, os praticantes dessa ciência de defesa pessoal pertencem à primeira geração de brasileiros que estão rapidamente conseguindo replicar os golpes e manobras das melhores lutas enquanto outros continuarão a gastar décadas para intuir alguma pista sobre este fenômeno (se tiverem conhecimento da sua existência!). 

Para ter uma compreensão mais clara do que está sendo explicado e, pela primeira vez revelado no Brasil, analise as imagens e sequências com o Prof. Sagawa do Daito-Ryu Aikijujutsu aplicando o Princípio AIKI no artigo abaixo.


Em outras palavras, se um artista marcial souber treinar especificamente o seu tecido conjuntivo, estará favorecendo a aplicação do AIKI em seus golpes e técnicas. AIKI é a única habilidade marcial sem a qual é muito difícil para um lutador se manter na ativa a longo prazo.

Para encerrar esta postagem, meus agradecimentos a todos os pioneiros que, direta e indiretamente, facilitaram minhas pesquisas e descobertas pessoais que me abriram as portas para a dimensão do AIKI.

SUGESTÕES DE LEITURA:


Nenhum comentário: